Macapá sedia o encerramento do Circuito Amazônico 2026
A Semana do Quadrinho Nacional Amapá foi o cenário perfeito para o encerramento da edição de 2026 do Circuito Amazônico de Quadrinhos, provando que a produção sustenta quase 2 meses de eventos contínuos e itinerante. Entre os dias 02 e 03 de maio, o Amapá Garden Shopping virou o ponto de encontro oficial de quadrinistas e leitores.
Nos dias 28, 29 e 30 de abril, o auditório do Sebrae recebeu oficinas focadas no lado profissional: palestra sobre formalização no segmento de quadrinhos e uma capacitação prática de modelo de negócio Canvas. E para quem queria apostar em mercados diferentes, a Biblioteca Pública Elcy Lacerda foi palco de uma Masterclass especial com Erick Blake, que falou sobre o caminho para o mercado internacional.











No bate-papos organizados pelo evento, a mesa “Vozes Premiadas” reuniu Sâmela Hidalgo, Helô D’Angelo, Gian Danton e Saruzilla. Para fechar, a discussão sobre representatividade negra trouxe nomes de peso como Hugo Canuto, Erick Blake, Roberto Vanderlay e Negra Áurea. O evento seguiu com as oficinas de Construção de Layout com Vanessa Wisk, Criação de Pokemon com Kaic Matheus, Criação de personagem com Will Cruz e de Quadrinhos em Zine com Camila Oliveira, no mezanino da Livraria Leitura. Além do “Desenhaço”, concursos de desenho e o tão aguardado desfile de cosplay.
O Beco dos Artistas contou com quadrinistas de vários estados. Um dos momentos mais marcantes foi a entrega do Troféu do Circuito Amazônico de Quadrinhos para os artistas Max Andrade e Mogue (da dupla 1Quintal). A homenagem foi um reconhecimento aos artistas que completaram o circuito integralmente, participando de todos os seis eventos deste ano.



























Além da programação do evento, o Circuito proporcionou uma imersão na identidade amapaense. Os artistas visitantes tiveram a oportunidade de vivenciar a programação cultural da cidade, conhecendo o Marabaixo, manifestação tradicional e símbolo de resistência. O roteiro incluiu também visitas ao Curiaú, ao museus Sacaca, ao Bioparque e à Praça do Meio do Mundo.





O encerramento em Macapá mostrou que a rede de visibilidade e produção da região está se fortalecendo cada vez mais. A edição de 2026 chega ao fim, mas as histórias que plantamos por todo o Norte estão apenas começando.