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Parintins é a 1ª cidade do interior no Circuito Amazônico

Parintins marca a história como a primeira cidade do interior a receber o Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026

O Circuito Amazônico de Quadrinhos alcançou um novo patamar ao desembarcar na Ilha da Magia! Nos dias 10 e 11 de abril, Parintins não foi apenas uma sede, mas o símbolo da expansão do projeto para o interior da Amazônia. Realizada na Casa da Cultura, essa terceira etapa provou que a cidade respira arte em cada esquina, transformando o espaço em um verdadeiro polo de educação e quadrinhos com o apoio fundamental de escolas e universidades locais.

O coração do evento foi o Beco dos Artistas, que promoveu um intercâmbio histórico. Imagine só: 20 quadrinistas dividindo histórias, unindo talentos da terra com autores vindos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. Essa mistura reforçou o papel do Circuito como uma ponte nacional, conectando o Amazonas ao restante do Brasil através da nona arte.

A programação foi um show à parte e abraçou todas as gerações. A criançada se encantou com a contação de histórias de Totó em Aventura Selvagem, enquanto os adultos mergulharam em debates necessários. A editora Sâmela Hidalgo se juntou à artista Beatriz Mascarenhas para falar sobre o mercado de trabalho e o protagonismo feminino na cultura. Outro ponto alto foi a mesa “Encantados Não é Folclore”, onde os artistas indígenas Levi Gama e Raquel Teixeira, ao lado de pesquisadores e professores como Diego Omar, Carlos Carvalho e Clarissa Suzuki, que trouxeram as cosmovisões indígenas para o centro do debate, destacando o valor da autoria amazônica. A cultura pop e a arte urbana também estiveram em pauta em um bate-papo dinâmico com Romahs Mascarenhas, Hashi, Day, Juan, Diogo Trindade e Geovan Motter.

Para quem queria aprender, rolou uma verdadeira maratona! Das oficinas de roteiro e tirinhas até processos técnicos como colorização e diagramação, teve de tudo. O legal foi ver a tecnologia do desenho digital andando de mãos dadas com a delicadeza da aquarela, dando ferramentas para que os novos talentos de Parintins pudessem soltar a criatividade.

Honrando a tradição parintinense, a diversidade artística local transbordou para o palco com apresentações do Boi Mineirinho, hip-hop, batalhas de rima e danças típicas, mostrando que o quadrinho dialoga diretamente com as manifestações populares da cidade. Para selar a experiência, os autores locais e convidados participaram de roteiros turísticos em parceria com os Guias do MHSI, visitando marcos como o Bumbódromo, os currais dos bois Caprichoso e Garantido e a Catedral de Nossa Senhora do Carmo, mergulhando na rica herança cultural que faz de Parintins um cenário único no mundo.

O Circuito Amazônico de Quadrinhos é uma iniciativa que visa descentralizar a produção de HQs no Brasil, conectando os estados da região Norte através de uma rede de formação, intercâmbio e visibilidade. Ao circular por diferentes cidades, o projeto fortalece o mercado editorial regional, profissionaliza novos artistas e reafirma a Amazônia como um território potente de narrativas originais e criatividade transformadora.

Manaus abre o Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026

Manaus abre o Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026

Nos dias 27, 28 e 29 de março de 2026, Manaus foi a primeira parada do Circuito Amazônico de Quadrinhos, com a 8ª edição da Semana do Quadrinho Nacional de Manaus. 

O evento ocupou espaços emblemáticos do centro da capital amazonense com uma programação que uniu a técnica da formação profissional à diversidade do beco dos artistas e à riqueza cultural da cidade.

O pontapé inicial do evento ocorreu de forma memorável na Assembleia Legislativa do Amazonas, onde uma solenidade de abertura homenageou todos os artistas presentes no Circuito. O momento celebrou a importância dos profissionais locais e convidados, reconhecendo o papel fundamental de cada um na valorização da produção artística amazônica antes do início das atividades práticas. 

Um dos pontos do evento foi a Biblioteca Pública do Amazonas, onde uma série de oficinas gratuitas aconteceram com o objetivo de capacitar novos talentos como crianças, adolescentes e adultos. O público pôde aprender temas fundamentais, desde o roteiro para quadrinhos e a narrativa específica para mangás até técnicas de colorização, desenho e criação de cenários. Além das oficinas focadas na criação de personagens e no desenvolvimento de tirinhas, o evento abriu espaço para discussões modernas com o workshop de Jornalismo em Quadrinhos e guias práticos de como estruturar uma HQ do zero.

Já o Mirante Lúcia Almeida recebeu o Beco dos Artistas, que reuniu 60 autores entre locais e de outros 15 estados que puderam vender seus quadrinhos a novos e antigos leitores nesse contato direto com o público. O espaço também foi palco de debates essenciais sobre a indústria e a identidade artística, abordando desde a produção voltada para a internet até a construção de estéticas próprias e a importância de contar narrativas universais a partir da vivência na Amazônia.

A interação foi um dos grandes diferenciais desta edição, destacando-se pela Jam Coletiva, que transformou um painel em uma arte colaborativa entre artistas e visitantes. Complementando essa troca, um quadro de interação permitiu que os leitores anotassem seus quadrinhos favoritos, enquanto a Imersão Urban Sketch, realizada em parceria com o coletivo Urban Sketch Manaus, levou um grupo de desenhistas para a área externa do Mirante, capturando a paisagem urbana da cidade em tempo real.

Para encerrar a experiência de forma única, a Semana do Quadrinho Nacional de Manaus promoveu uma programação cultural de imersão para os artistas locais e convidados. Entre degustar da gastronomia local e o contato direto com a biodiversidade da região e apresentação de boi-bumbá. o evento reforçou seu papel não apenas como uma convenção de quadrinhos, mas como uma ponte de conexão entre a cultura amazônica e o resto do Brasil.

O Circuito Amazônico de Quadrinhos é uma iniciativa que visa descentralizar a produção de HQs no Brasil, conectando os estados da região Norte através de uma rede de formação, intercâmbio e visibilidade. Ao circular por diferentes cidades, o projeto fortalece o mercado editorial regional, profissionaliza novos artistas e reafirma a Amazônia como um território potente de narrativas originais e criatividade transformadora.

Nova HQ de Raquel Teixeira será publicado pela VR Editora

VR Editora anuncia a publicação de "Raina", nova HQ da quadrinista amazonense Raquel Teixeira

Em anúncio realizado durante a recente “rodada de lives” do canal Fora do Plástico, a VR Editora confirmou a publicação de “Raina”, o novo trabalho da ilustradora e quadrinista manauara Raquel Teixeira. A revelação coloca a obra como uma das grandes apostas do catálogo de HQs nacionais da editora, trazendo para os holofotes uma das vozes mais potentes da produção nortista contemporânea.

Indígena e natural de Manaus, Raquel Teixeira é graduada em Design pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e atua no mercado criativo desde 2017, consolidando uma carreira marcada por indicações a prêmios importantes e uma forte presença editorial. Entre seus marcos de destaque estão a participação na HQ Mizuras (Coletivo Iukytáias) com a história “Ipauaçu: Grande Lago”, pela qual concorreu a diversos prêmios, e sua atuação como autora de argumentos em Causos de visagens para crianças maluvidas (Quadrinistas Indígenas, 2023), obra indicada ao prestigiado 35º Prêmio HQ Mix. Além de sua produção voltada aos quadrinhos, Raquel é autora do livro infantil Yara e as cores (Leiturinha, 2023) e colaborou como ilustradora em títulos de relevância nacional, como Sou Indígena (Companhia das Letrinhas) e o Almanaque Afro-Indígena (Editora do Brasil). Em 2025 lançou seu quadrinho “Heranças”.

Além de sua atuação nas páginas, Raquel traz uma bagagem no setor de entretenimento. Trabalhou como concept artist na Petit Fabrik para o jogo “Trolls: Rescue Remix” (2022–2023) e atuou como colorista da webcomic “A Odisseia do Reino da Morte”.

Com “Raina”, a expectativa é que a artista consolide ainda mais sua identidade visual única, que traz em seus trabalhos suas raízes amazônicas. Detalhes sobre a trama e a data oficial de lançamento devem ser divulgados pela VR Editora nos próximos meses.

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