Circuito Amazônico de Quadrinhos vence o 42º Troféu Angelo Agostini
Circuito Amazônico de Quadrinhos vence o prestigiado prêmio nacional Jayme Cortez no 42º Troféu Angelo Agostini
Pela primeira vez na história da premiação, uma iniciativa da Região Norte que integra cinco estados da Amazônia recebe a maior honraria de fomento à cultura de HQs no Brasil. A primeira edição do Circuito Amazônico de Quadrinhos foi anunciado como o grande vencedor do Prêmio Jayme Cortez na 42ª edição do Troféu Angelo Agostini, uma das premiações mais tradicionais e longevas do universo das histórias em quadrinhos no Brasil.
O anúncio oficial foi realizado hoje por meio de uma transmissão ao vivo que reuniu a comunidade do quadrinho nacional. A conquista consagra o Circuito Amazônico de Quadrinhos como uma iniciativa de relevância nacional na descentralização e no fortalecimento da cultura pop e editorial no país.
O Circuito Amazônico de Quadrinhos teve sua primeira edição em 2025 e é um evento itinerante colaborativo gratuito que conecta e fortalece a produção de histórias em quadrinhos do Norte do Brasil. O projeto integra grandes programações, oficinas e feiras de artistas em cinco estados da região. Em 2025, marcou presença em Manaus (AM), Belém (PA), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Palmas (TO). Já em 2026, a cidade de Parintins (AM) se juntou ao Circuito.
O que é o Prêmio Jayme Cortez
Diferente das categorias voltadas a lançamentos editoriais e específicos, a categoria Prêmio Jayme Cortez possui um caráter institucional e honorífico de altíssimo prestígio. Ele é destinado exclusivamente a reconhecer pessoas, obras ou instituições que tenham oferecido destaque, apoio e fomento a contribuições fundamentais para a produção, difusão e valorização do quadrinho nacional ao longo do ano.
O reconhecimento do Troféu Ângelo Agostini chancela o Circuito Amazônico de Quadrinhos não apenas como um evento regional, mas como um polo indispensável de resistência, formação de novos leitores e vitrine para os artistas do Norte do país. A premiação destaca o impacto social e cultural do Circuito, que atua diretamente na quebra de barreiras geográficas e econômicas que historicamente isolam a produção visual e literária da Amazônia dos grandes eixos editoriais do Sudeste.
A importância da colaboração regional
A conquista reflete o esforço conjunto de uma rede de criados que decidiram transformar a realidade local. Andrei Miralha, organizador da Semana do Quadrinho Nacional do Pará e um dos idealizadores do Circuito, destaca o ineditismo da premiação: “Recebemos esse prêmio com muito orgulho e alegria, pois pela primeira vez um evento nortista recebe uma premiação como essa. O Circuito tem uma característica inédita no país por abranger cinco estados do Norte. É um evento organizado por quadrinistas para quadrinistas, com o objetivo de valorizar a produção autoral e dar visibilidade à Amazônia. Nossa intenção era colocar o Norte na rota nacional. Acho que conseguimos!”
Esse sentimento de conexão com a identidade local é compartilhado por Evaldo Vasconcelos, organizador da Semana do Quadrinho Nacional de Manaus e também idealizador do Circuito: “Esse reconhecimento é fruto do talento gigantesco dos artistas do Norte e do apoio fundamental de toda a cena de quadrinhos. Estamos mostrando para o país a Amazônia contada pelos próprios nortistas!”, celebra.

















































































































































































