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Aqui você confere os últimos posts do Norte em Quadrinhos.

Circuito Amazônico de Quadrinhos vence o 42º Troféu Angelo Agostini

Circuito Amazônico de Quadrinhos vence o prestigiado prêmio nacional Jayme Cortez no 42º Troféu Angelo Agostini

Pela primeira vez na história da premiação, uma iniciativa da Região Norte que integra cinco estados da Amazônia recebe a maior honraria de fomento à cultura de HQs no Brasil. A primeira edição do Circuito Amazônico de Quadrinhos foi anunciado como o grande vencedor do Prêmio Jayme Cortez na 42ª edição do Troféu Angelo Agostini, uma das premiações mais tradicionais e longevas do universo das histórias em quadrinhos no Brasil. 

O anúncio oficial foi realizado hoje por meio de uma transmissão ao vivo que reuniu a comunidade do quadrinho nacional. A conquista consagra o Circuito Amazônico de Quadrinhos como uma iniciativa de relevância nacional na descentralização e no fortalecimento da cultura pop e editorial no país.

O Circuito Amazônico de Quadrinhos teve sua primeira edição em 2025 e é um evento itinerante colaborativo gratuito que conecta e fortalece a produção de histórias em quadrinhos do Norte do Brasil. O projeto integra grandes programações, oficinas e feiras de artistas em cinco estados da região. Em 2025, marcou presença em Manaus (AM), Belém (PA), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Palmas (TO). Já em 2026, a cidade de Parintins (AM) se juntou ao Circuito.

O que é o Prêmio Jayme Cortez

Diferente das categorias voltadas a lançamentos editoriais e específicos, a categoria Prêmio Jayme Cortez possui um caráter institucional e honorífico de altíssimo prestígio. Ele é destinado exclusivamente a reconhecer pessoas, obras ou instituições que tenham oferecido destaque, apoio e fomento a contribuições fundamentais para a produção, difusão e valorização do quadrinho nacional ao longo do ano.

O reconhecimento do Troféu Ângelo Agostini chancela o Circuito Amazônico de Quadrinhos não apenas como um evento regional, mas como um polo indispensável de resistência, formação de novos leitores e vitrine para os artistas do Norte do país. A premiação destaca o impacto social e cultural do Circuito, que atua diretamente na quebra de barreiras geográficas e econômicas que historicamente isolam a produção visual e literária da Amazônia dos grandes eixos editoriais do Sudeste.

A importância da colaboração regional 

A conquista reflete o esforço conjunto de uma rede de criados que decidiram transformar a realidade local. Andrei Miralha, organizador da Semana do Quadrinho Nacional do Pará e um dos idealizadores do Circuito, destaca o ineditismo da premiação: “Recebemos esse prêmio com muito orgulho e alegria, pois pela primeira vez um evento nortista recebe uma premiação como essa. O Circuito tem uma característica inédita no país por abranger cinco estados do Norte. É um evento organizado por quadrinistas para quadrinistas, com o objetivo de valorizar a produção autoral e dar visibilidade à Amazônia. Nossa intenção era colocar o Norte na rota nacional. Acho que conseguimos!”

Esse sentimento de conexão com a identidade local é compartilhado por Evaldo Vasconcelos, organizador da Semana do Quadrinho Nacional de Manaus e também idealizador do Circuito: “Esse reconhecimento é fruto do talento gigantesco dos artistas do Norte e do apoio fundamental de toda a cena de quadrinhos. Estamos mostrando para o país a Amazônia contada pelos próprios nortistas!”, celebra. 

“Mairiwara Peúa”: Exposição de Tai debate a Encantaria em Palmas

Mairiwara Peúa: Exposição de Tai debate a Encantaria em Palmas

O campus do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), em Palmas, recebeu a exposição “Mairiwara Peúa”, da artista, ilustradora e roteirista paraense Tai. A mostra integrou a programação da Feira Teui durante a etapa tocantinense do Circuito Amazônico de Quadrinhos, realizada nos dias 24 e 25 de abril de 2026. A ação foi viabilizada por meio do projeto Cultura em Movimento, promovido pelo Sesc Tocantins.

A exposição propõe uma imersão na Encantaria Amazônica, trazendo para o centro do debate a resistência das entidades que habitam os territórios muito antes da presença humana e que existem acima dos conceitos tradicionais de bem e mal.

A narrativa visual de Tai funciona como uma lente crítica sobre o espaço urbano contemporâneo. Diante de um modelo de desenvolvimento predatório e eurocêntrico que desmata e fragmenta a biodiversidade regional, a obra demonstra como os Encantados seguem resistindo e ocupando os asfaltos, canais, igarapés e florestas das cidades amazônicas.

A série Mairiwara Peúa é uma lente que une fotografias de Mairi, nome ancestral reivindicado pelos povos indígenas que resistem na cidade de Belém, e de territórios que compõem a ancestralidade da artista, conectados pelos rios parawaras.

O diferencial técnico e conceitual da exposição esteve na mistura de linguagens. Tai utilizou fotografias de cenários urbanos e naturais de sua ancestralidade e, por meio da ilustração digital, revelou as figuras dos Encantados integradas às paisagens. A proposta estética busca mostrar o processo de apagamento colonial que, ao longo dos séculos, distanciou a percepção humana e espiritual dessas presenças que nunca deixaram de acompanhar o cotidiano da região.

 “Mairiwara Peúa” traz a capacidade de reconectar o público urbano com as raízes cosmológicas da Amazônia através da arte contemporânea. Ao dar forma visual aos seres invisibilizados pela cidade, a exposição convida o visitante a desacelerar a visão predatória para voltar a sentir e reconhecer a ancestralidade que sempre pulsou nos territórios nortistas.

3º Prêmio Mapinguari de Quadrinhos anuncia vencedores

3º Prêmio Mapinguari de Quadrinhos
anuncia vencedores

Em uma noite dedicada à celebração da identidade regional e da narrativa gráfica, foram revelados no último sábado (09/05) os vencedores da 3ª edição do Prêmio Mapinguari de Quadrinhos. A cerimônia, transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do Norte em Quadrinhos, atingiu marcas históricas: foram mais de 120 inscrições, englobando 40 produções e a participação de cerca de 100 artistas vindos de todos os estados da Região Norte. 

A premiação deste ano contou com a identidade visual assinada pelo artista, designer e quadrinista amazonense Dylan Ranna. O mesacast de anúncio foi conduzida por Sâmela Hidalgo, idealizadora do Norte em Quadrinhos, e Luiz Andrade, produtor do prêmio, que celebraram a diversidade e a qualidade técnica das obras submetidas.

A grande vencedora da noite foi a obra “A Batalha de Itacoatiara” (Black Eye Estúdios), que conquistou o prêmio de Melhor Quadrinho, além das categorias de Melhor Desenhista (Romahs Mascarenhas) e Melhor Roteirista (Emerson Medina).

A difícil missão de selecionar os vencedores entre tantas produções de alto nível ficou a cargo de um júri de especialistas: a pesquisadora paraense Fabiana Gillet, a editora pernambucana Dandara Palankof, o editor cearense Chico Oliveira, o editor paulista Guilherme Kroll e o macapaense Gian Danton, reconhecido como Mestre do Quadrinho Nacional.

Lista Oficial de Vencedores – 3º Prêmio Mapinguari:

  • Melhor Quadrinho: A Batalha de Itacoatiara (Black Eye Estúdios), por Romahs Mascarenhas, Emerson Medina e Tiêe Santos.
  • Melhor Roteirista: Emerson Medina (A Batalha de Itacoatiara).
  • Melhor Desenhista: Romahs Mascarenhas (A Batalha de Itacoatiara).
  • Melhor Arte-finalista: Leonardo Dressant (A Batalha nas Sombras).
  • Melhor Colorista: Raquel Teixeira (Heranças).
  • Melhor Webtira ou Webquadrinho: Meio Período, de Icehito.
  • Melhor Subproduto ou Adaptação de HQ: Biblioteca de Zines.
“Alcançar todos os estados da Região Norte e mobilizar uma centena de artistas mostra que o Prêmio Mapinguari cumpre seu papel de descentralizar a produção nacional e dar voz aos criadores da Amazônia”, afirma Sâmela Hidalgo, uma das organizadoras do prêmio.
 
Criado em 2022 e organizado pelo portal Mapingua Nerd, o prêmio busca valorizar e dar visibilidade à produção de HQs no Norte do país, premiando o esforço de artistas independentes e editoras que narram as pluralidades da região. 

Macapá sedia o encerramento do Circuito Amazônico 2026

Macapá sedia o encerramento do Circuito Amazônico 2026

A Semana do Quadrinho Nacional Amapá foi o cenário perfeito para o encerramento da edição de 2026 do Circuito Amazônico de Quadrinhos, provando que a produção sustenta quase 2 meses de eventos contínuos e itinerante. Entre os dias 02 e 03 de maio, o Amapá Garden Shopping virou o ponto de encontro oficial de quadrinistas e leitores.

Nos dias 28, 29 e 30 de abril, o auditório do Sebrae recebeu oficinas focadas no lado profissional: palestra sobre formalização no segmento de quadrinhos e uma capacitação prática de modelo de negócio Canvas. E para quem queria apostar em mercados diferentes, a Biblioteca Pública Elcy Lacerda foi palco de uma Masterclass especial com Erick Blake, que falou sobre o caminho para o mercado internacional.

No bate-papos organizados pelo evento, a mesa “Vozes Premiadas” reuniu Sâmela Hidalgo, Helô D’Angelo, Gian Danton e Saruzilla. Para fechar, a discussão sobre representatividade negra trouxe nomes de peso como Hugo Canuto, Erick Blake, Roberto Vanderlay e Negra Áurea. O evento seguiu com as oficinas de Construção de Layout com Vanessa Wisk, Criação de Pokemon com Kaic Matheus, Criação de personagem com Will Cruz e de Quadrinhos em Zine com Camila Oliveira, no mezanino da Livraria Leitura. Além do “Desenhaço”, concursos de desenho e o tão aguardado desfile de cosplay.

O Beco dos Artistas contou com quadrinistas de vários estados. Um dos momentos mais marcantes foi a entrega do Troféu do Circuito Amazônico de Quadrinhos para os artistas Max Andrade e Mogue (da dupla 1Quintal). A homenagem foi um reconhecimento aos artistas que completaram o circuito integralmente, participando de todos os seis eventos deste ano.

Além da programação do evento, o Circuito proporcionou uma imersão na identidade amapaense. Os artistas visitantes tiveram a oportunidade de vivenciar a programação cultural da cidade, conhecendo o Marabaixo, manifestação tradicional e símbolo de resistência. O roteiro incluiu também visitas ao Curiaú, ao museus Sacaca, ao Bioparque e à Praça do Meio do Mundo. 

O encerramento em Macapá mostrou que a rede de visibilidade e produção da região está se fortalecendo cada vez mais. A edição de 2026 chega ao fim, mas as histórias que plantamos por todo o Norte estão apenas começando.

Palmas integra formação e mercado no Circuito Amazônico

Palmas integra formação e mercado no Circuito Amazônico de Quadrinhos

A jornada do Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026 segue avançando pelo Norte e a quinta parada foi em solo tocantinense! Nos dias 24 e 25 de abril, o IFTO Palmas se transformou no coração dos quadrinhos com a realização da Feira Teiú de Quadrinhos Brasileiro. Foi um encontro histórico que uniu formação técnica, premiações e uma troca de experiência incrível entre artistas e público.

O auditório do IFTO ficou pequeno para tanta conversa. Tiveram mesas-redondas de peso, começando com uma discussão profunda sobre produção de HQs com Tai, Sâmela Hidalgo e Sidney Gusman. A economia criativa também ganhou destaque com um painel do Sebrae, onde Sâmela se juntou a Ciro Gonçalves e Max Andrade. E não parou por aí: a galera ainda conferiu a exibição do curta de animação Liga do Cerrado, de Geuvar Oliveira, reforçando a potência das adaptações regionais.

Um dos momentos mais inspiradores foi o anúncio dos vencedores do Concurso Cultural de Histórias em Quadrinhos para alunos da rede pública de Palmas. Ver jovens criando histórias sobre “Isenção do Imposto de Renda” e levando para casa smartphones e bolsas de estudo é a prova real de como o quadrinho é uma ferramenta poderosa de cidadania e educação. Para completar a festa, o desfile de cosplay trouxe todo o brilho e a paixão dos fãs para o palco.

No Centro de Artes, as oficinas foram o grande diferencial dessa etapa. O aprendizado foi intenso: desde mentorias de originais com os editores Márcio Jr. e Sidney Gusman, até técnicas de desenho gestual com Álvaro Maia e criação de personagens com Yan Quintela. Teve espaço para o experimentalismo com João Pinheiro, ancestralidade com Tai, aquarela com Leoa do Norte e dicas fundamentais de gestão e comunicação com Sâmela Hidalgo.

O Beco dos Artistas foi um verdadeiro mapa do Brasil, reunindo talentos de Palmas, Amazonas, Pará, Minas Gerais, Brasília, Mato Grosso e Bahia. Além de apresentarem suas obras, os artistas fizeram uma doação especial para a gibiteca do instituto, garantindo que o acesso à nona arte continue para os estudantes. Outro destaque imperdível foi a exposição Mairiwara Peua, da artista paraense Tai, com produção e apoio do Sesc Palmas.

Passar por Palmas reforça nosso propósito de fortalecer o mercado editorial regional e profissionalizar novos talentos por toda a Amazônia. O Circuito continua sua missão, provando que o Norte é um território de narrativas originais com qualidade.

Belém eleva a estrutura da quarta etapa do Circuito Amazônico

Belém se destaca com estrutura e acessibilidade na quarta etapa do Circuito Amazônico de Quadrinhos

Se existia alguma dúvida de que o Norte sabe fazer eventos de quadrinhos com padrão internacional, a quarta etapa do Circuito Amazônico de Quadrinhos em Belém veio para dissipar todas elas. Entre os dias 15 e 18 de abril, a capital paraense não apenas recebeu o evento, mas elevou a barra lá no alto, surpreendendo todo mundo com uma estrutura impecável e um olhar humano que fez toda a diferença. Com atividades divididas entre a sede da Fundação Cultural do Pará (FCP) e o SESC Ver-o-Peso, a cidade respirou quadrinhos em cada canto.

O time de convidados foi especial: nomes como Paulo Moreira, Benne Oliveira, Otoniel Oliveira, Levi Gama, Débora Santos, Felipe Furtado e Helô Rodrigues trouxeram um peso incrível para a programação. O tradicional Beco dos Artistas foi um espetáculo à parte, promovendo um intercâmbio riquíssimo entre talentos locais do Pará e quadrinistas vindos do Amazonas, Amapá, Ceará, Paraíba, São Paulo e Minas Gerais. Quem passou por lá ainda pôde conferir a exposição “DQN – Um Ponto na História”, com curadoria do Coletivo Kitnet, e ver o graffiti ganhar vida nas mãos de Levi Gama.

Para quem queria colocar a mão na massa, o evento foi um prato cheio. As masterclasses e workshops foram de altíssimo nível, cobrindo desde a pintura tradicional com Felipe Furtado até a criação de webquadrinhos com Helô Rodrigues. Teve espaço para falar de afeto e representatividade com Débora Santos, cosmologia com Otoniel Oliveira e, claro, aquele toque de humor e cotidiano com Paulo Moreira. E as discussões não pararam na técnica: os bate-papos foram profundos, refletindo sobre o futuro das narrativas nortistas e a importância de dar voz às periferias no mundo dos balões.

Mas o que realmente fez brilhar os olhos em Belém foi o cuidado nos bastidores. Pela primeira vez, vimos um camarim exclusivo para os artistas do Beco, com comida, bebida e aquele descanso merecido entre uma assinatura e outra. Mais do que isso, a acessibilidade foi a protagonista: graças à parceria com a Amanda Le Libras, tivemos intérpretes, audiodescrição e uma sala de acomodação sensorial pensada para acolher pessoas neurodivergentes e surdas. É esse tipo de iniciativa que mostra que o quadrinho é, de fato, para todo mundo.

Para fechar com chave de ouro, o Circuito ainda levou os artistas para mergulhar na alma paraense. O roteiro cultural foi de tirar o fôlego, passando pela sede do projeto Letras que Flutuam, pelo histórico Teatro da Paz e pelo Museu Emílio Goeldi. Teve ainda a tradição da Cerâmica Família Santana e aquela travessia necessária para a Ilha do Combu, garantindo que ninguém fosse embora sem sentir o verdadeiro sabor do Pará. Shows de Sandrinha Eletrizante e Félix Roberto garantiram que a energia ficasse lá no alto até o último minuto.

O Circuito Amazônico de Quadrinhos segue firme na sua missão de conectar o Norte, fortalecer o mercado regional e mostrar que a Amazônia é um celeiro inesgotável de histórias originais. Belém deixou saudade e um exemplo de como a arte e o respeito ao público podem caminhar de mãos dadas.

Parintins é a 1ª cidade do interior no Circuito Amazônico

Parintins marca a história como a primeira cidade do interior a receber o Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026

O Circuito Amazônico de Quadrinhos alcançou um novo patamar ao desembarcar na Ilha da Magia! Nos dias 10 e 11 de abril, Parintins não foi apenas uma sede, mas o símbolo da expansão do projeto para o interior da Amazônia. Realizada na Casa da Cultura, essa terceira etapa provou que a cidade respira arte em cada esquina, transformando o espaço em um verdadeiro polo de educação e quadrinhos com o apoio fundamental de escolas e universidades locais.

O coração do evento foi o Beco dos Artistas, que promoveu um intercâmbio histórico. Imagine só: 20 quadrinistas dividindo histórias, unindo talentos da terra com autores vindos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. Essa mistura reforçou o papel do Circuito como uma ponte nacional, conectando o Amazonas ao restante do Brasil através da nona arte.

A programação foi um show à parte e abraçou todas as gerações. A criançada se encantou com a contação de histórias de Totó em Aventura Selvagem, enquanto os adultos mergulharam em debates necessários. A editora Sâmela Hidalgo se juntou à artista Beatriz Mascarenhas para falar sobre o mercado de trabalho e o protagonismo feminino na cultura. Outro ponto alto foi a mesa “Encantados Não é Folclore”, onde os artistas indígenas Levi Gama e Raquel Teixeira, ao lado de pesquisadores e professores como Diego Omar, Carlos Carvalho e Clarissa Suzuki, que trouxeram as cosmovisões indígenas para o centro do debate, destacando o valor da autoria amazônica. A cultura pop e a arte urbana também estiveram em pauta em um bate-papo dinâmico com Romahs Mascarenhas, Hashi, Day, Juan, Diogo Trindade e Geovan Motter.

Para quem queria aprender, rolou uma verdadeira maratona! Das oficinas de roteiro e tirinhas até processos técnicos como colorização e diagramação, teve de tudo. O legal foi ver a tecnologia do desenho digital andando de mãos dadas com a delicadeza da aquarela, dando ferramentas para que os novos talentos de Parintins pudessem soltar a criatividade.

Honrando a tradição parintinense, a diversidade artística local transbordou para o palco com apresentações do Boi Mineirinho, hip-hop, batalhas de rima e danças típicas, mostrando que o quadrinho dialoga diretamente com as manifestações populares da cidade. Para selar a experiência, os autores locais e convidados participaram de roteiros turísticos em parceria com os Guias do MHSI, visitando marcos como o Bumbódromo, os currais dos bois Caprichoso e Garantido e a Catedral de Nossa Senhora do Carmo, mergulhando na rica herança cultural que faz de Parintins um cenário único no mundo.

O Circuito Amazônico de Quadrinhos é uma iniciativa que visa descentralizar a produção de HQs no Brasil, conectando os estados da região Norte através de uma rede de formação, intercâmbio e visibilidade. Ao circular por diferentes cidades, o projeto fortalece o mercado editorial regional, profissionaliza novos artistas e reafirma a Amazônia como um território potente de narrativas originais e criatividade transformadora.

Boa Vista consolida a segunda etapa do Circuito Amazônico

Boa Vista consolida a segunda etapa do Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026

Depois de uma abertura memorável no Amazonas, o Circuito Amazônico de Quadrinhos pegou a estrada e desembarcou em solo roraimense! Nos dias 04 e 05 de abril, o Roraima Garden Shopping se transformou no epicentro da Nona Arte, provando que Boa Vista tem uma cena sedenta por quadrinhos e reforça a ideia da iniciativa em fortalecer a cena das histórias em quadrinhos e em todo o território amazônico.

O grande destaque dessa parada foi, sem dúvida, o intercâmbio cultural. Pela primeira vez na história, Boa Vista recebeu um time de artistas de fora da região para um evento desse porte! Com a participação de 31 artistas, o espaço não apenas deu visibilidade aos talentos locais, mas também a oportunidade de ter artistas vindos de estados como Paraíba, Distrito Federal, Minas Gerais e Bahia, aproximando artistas e público de obras para todas as idades.

A programação foi pensada para quem ama o processo criativo. Tivemos bate-papos exclusivos com Josias M. Casadecaba e Noah Lima, que abriram o jogo sobre as vivências no mercado editorial e os desafios da produção independente. E para deixar a conversa ainda mais rica, o multiartista Aldenor Pimentel trouxe sua experiência, mostrando como a literatura e as linguagens visuais caminham juntas na construção de boas histórias.

Mais do que um evento de compras, a etapa de Boa Vista reafirmou o compromisso do Circuito em ser uma rede de conexão e visibilidade. Ver artistas de diferentes cantos do Brasil trocando experiências em Roraima mostra que o evento está no caminho certo para profissionalizar nossa cena e mostrar a força da Amazônia para o mundo.

O Circuito Amazônico de Quadrinhos não para por aqui! A missão de descentralizar a produção de HQs continua, fortalecendo o mercado regional e celebrando o Norte como um território potente e criativo que sempre foi.

Manaus abre o Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026

Manaus abre o Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026

Nos dias 27, 28 e 29 de março de 2026, Manaus foi a primeira parada do Circuito Amazônico de Quadrinhos, com a 8ª edição da Semana do Quadrinho Nacional de Manaus. 

O evento ocupou espaços emblemáticos do centro da capital amazonense com uma programação que uniu a técnica da formação profissional à diversidade do beco dos artistas e à riqueza cultural da cidade.

O pontapé inicial do evento ocorreu de forma memorável na Assembleia Legislativa do Amazonas, onde uma solenidade de abertura homenageou todos os artistas presentes no Circuito. O momento celebrou a importância dos profissionais locais e convidados, reconhecendo o papel fundamental de cada um na valorização da produção artística amazônica antes do início das atividades práticas. 

Um dos pontos do evento foi a Biblioteca Pública do Amazonas, onde uma série de oficinas gratuitas aconteceram com o objetivo de capacitar novos talentos como crianças, adolescentes e adultos. O público pôde aprender temas fundamentais, desde o roteiro para quadrinhos e a narrativa específica para mangás até técnicas de colorização, desenho e criação de cenários. Além das oficinas focadas na criação de personagens e no desenvolvimento de tirinhas, o evento abriu espaço para discussões modernas com o workshop de Jornalismo em Quadrinhos e guias práticos de como estruturar uma HQ do zero.

Já o Mirante Lúcia Almeida recebeu o Beco dos Artistas, que reuniu 60 autores entre locais e de outros 15 estados que puderam vender seus quadrinhos a novos e antigos leitores nesse contato direto com o público. O espaço também foi palco de debates essenciais sobre a indústria e a identidade artística, abordando desde a produção voltada para a internet até a construção de estéticas próprias e a importância de contar narrativas universais a partir da vivência na Amazônia.

A interação foi um dos grandes diferenciais desta edição, destacando-se pela Jam Coletiva, que transformou um painel em uma arte colaborativa entre artistas e visitantes. Complementando essa troca, um quadro de interação permitiu que os leitores anotassem seus quadrinhos favoritos, enquanto a Imersão Urban Sketch, realizada em parceria com o coletivo Urban Sketch Manaus, levou um grupo de desenhistas para a área externa do Mirante, capturando a paisagem urbana da cidade em tempo real.

Para encerrar a experiência de forma única, a Semana do Quadrinho Nacional de Manaus promoveu uma programação cultural de imersão para os artistas locais e convidados. Entre degustar da gastronomia local e o contato direto com a biodiversidade da região e apresentação de boi-bumbá. o evento reforçou seu papel não apenas como uma convenção de quadrinhos, mas como uma ponte de conexão entre a cultura amazônica e o resto do Brasil.

O Circuito Amazônico de Quadrinhos é uma iniciativa que visa descentralizar a produção de HQs no Brasil, conectando os estados da região Norte através de uma rede de formação, intercâmbio e visibilidade. Ao circular por diferentes cidades, o projeto fortalece o mercado editorial regional, profissionaliza novos artistas e reafirma a Amazônia como um território potente de narrativas originais e criatividade transformadora.

Começa o Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026

Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026 inicia temporada e percorre sete cidades a partir de março

O Circuito Amazônico de Quadrinhos inicia sua temporada 2026 reafirmando o compromisso de destacar a potência criativa da região. Após o sucesso da estreia em 2025, o projeto itinerante amplia seu alcance e conecta sete cidades em uma rede colaborativa que promove o intercâmbio entre artistas, editores e leitores em torno da nona arte, totalmente gratuito.

A jornada começa este mês em Manaus (AM), entre os dias 27 e 29 de março, com a Semana do Quadrinho Nacional de Manaus. O itinerário segue por Boa Vista (RR) com a Feira Roraimense de Quadrinhos, Parintins (AM) com a Feira Parintins Encantada, Belém (PA) com a Semana do Quadrinho Nacional do Pará, Palmas (TO) com a Feira Teiú de Quadrinhos, Macapá (AP) com a Semana do Quadrinho Nacional do Amapá e Maripasoula, na Guiana Francesa, trazendo a pan-Amazônia para o circuito, integrando diferentes territórios e fortalecendo a cena de quadrinhos amazônicos.

Os eventos que compõem o Circuito contam com uma programação robusta voltada tanto para o público quanto para a profissionalização do setor. Os visitantes poderão acompanhar bate-papos e palestras sobre a produção e os desafios do mercado editorial, além de participar de oficinas práticas para crianças, adolescentes e adultos.

Um dos grandes destaques é a Feira de Artistas, que reúne talentos locais e convidados de vários estados do Brasil. O espaço é o coração dos eventos, onde o público pode conhecer e adquirir quadrinhos e artes originais diretamente de seus criadores. A programação inclui ainda diversas outras atividades relacionadas ao universo da nona arte, promovendo uma troca rica entre convidados locais, regionais e nacionais.

Diferente de eventos isolados, o Circuito funciona como uma engrenagem que conecta festivais já estabelecidos e novas feiras de quadrinhos. O objetivo é descentralizar o mercado editorial brasileiro, dando palco para que os quadrinistas da Amazônia sejam parte ativa e relevante no panorama nacional.

O Circuito promove a circulação de conhecimento e profissionalismo, garantindo que a produção amazônica ocupe seu espaço de direito no mercado editorial brasileiro, destaca a organização.

Além da agenda técnica, o Circuito proporciona aos convidados uma verdadeira imersão na cultura local, com vivências gastronômicas e visitas a pontos turísticos. Essa integração ajuda a desmistificar estereótipos e valoriza a identidade da Amazônia e de seus habitantes.

Calendário de Eventos do Circuito 2026:

  • Manaus (AM): 27 a 29 de março — Semana do Quadrinho Nacional de Manaus
  • Boa Vista (RR): 04 e 05 de abril — Feira Roraimense de Quadrinhos
  • Parintins (AM): 10 e 11 de abril — Feira Parintins Encantada
  • Belém (PA): 15 a 18 de abril — Semana do Quadrinho Nacional de Belém
  • Palmas (TO): 24 e 25 de abril — Feira Teiú de Quadrinhos
  • Macapá (AP): 02 e 03 de maio — Semana do Quadrinho Nacional Amapá
  • Maripasoula: Data a definir — Mapa Buku Festi

 

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